Será que hoje em dia é possível "... Passar a tarde em Itapoã..."? Sim, se você quiser correr o risco de ser assaltado ou de levar uma bala perdida no meio das fuças, com certeza. Será que é possível "... na Avenida Sete, da paz eu ser tiete..."? Também sim. Para isto, terá que transformar uma nota de 10,00 em umas vinte moedas de cinqüenta centavos, pois, do início até o final do trajeto, com certeza, você será abordado por mais ou menos uns 20 mendigos e/ou pedintes (de maioria negra, claro!!!) com diferentes idades. Se quiser estacionar, terá que disponibilizar mais verba, OK? E como sustentar então, a idéia de que “... nessa cidade todo mundo é D' Oxum..." se agora até o acarajé "... é de Jesus..."? Como acabar com a violência contra a mulher na Bahia, se depois de “... tomar uma pancadinha, duas pancadinhas, três pancadinhas..." ela ainda “... desce com a mão no tabaco..."?
Para pôr mais "molho" e "dendê" na "moqueca" produzida pela nossa indústria cultural, eis que surge o ACARAJÉ COM PIMENTA, uma revista eletrônica destinada à análise crítica da cultura baiana através da música. Tudo o que acontece e que é produzido na terrinha (shows, eventos, artistas e afins) se transformará em objeto da nossa crítica. Aqui, opinião é o que vale, mas, com pimenta, viu?

2 comentários:
Parabéns pela iniciativa de criar uma revista que fomente a análise crítica de nós baianos. A mulher, não só a baiana, por influência da mídia(indústria cultural) perde cada vez mais seu senso crítico e também o respeito, em quê ela passa achar que seu corpo faz parte dessa indústria como produto dela, e o homem que também não foge dessa alienação cultural se considera o dono do produto, achando que pode usar, ousar e abusar da mulher transformando-a em objeto.
Ameiiiiii o Blog! maravilinduu!!
aí vai uma letra de uma musica minha p botar um dendezinho no seu blog!!
Minha Bahia
(Túlio Almeida)
É que maravilha
Essa alegria no carnaval de Salvador
É minha Bahia
Confesso que lhe tenho em ódio e amor
É muita polícia
Dando porrada nos “moleque” sem camisa
No carnaval quem brinca fora das cordas
Come esmola de político e artista
Vê o trio elétrico
Todo moderno vai passar na avenida
Mas para subir, para entrar, para curtir e ver de cima
Vai ter que pagar antecipado pré-datado ou à vista
No carnaval quem brinca dentro das cordas
É classe média elitizada da Bahia
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