quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Existem mais coisas entre o "axé", o "pagode" e o arrocha do quê supõe a nossa vã filosofia baiana...
Será que hoje em dia é possível "... Passar a tarde em Itapoã..."? Sim, se você quiser correr o risco de ser assaltado ou de levar uma bala perdida no meio das fuças, com certeza. Será que é possível "... na Avenida Sete, da paz eu ser tiete..."? Também sim. Para isto, terá que transformar uma nota de 10,00 em umas vinte moedas de cinqüenta centavos, pois, do início até o final do trajeto, com certeza, você será abordado por mais ou menos uns 20 mendigos e/ou pedintes (de maioria negra, claro!!!) com diferentes idades. Se quiser estacionar, terá que disponibilizar mais verba, OK? E como sustentar então, a idéia de que “... nessa cidade todo mundo é D' Oxum..." se agora até o acarajé "... é de Jesus..."? Como acabar com a violência contra a mulher na Bahia, se depois de “... tomar uma pancadinha, duas pancadinhas, três pancadinhas..." ela ainda “... desce com a mão no tabaco..."?
Para pôr mais "molho" e "dendê" na "moqueca" produzida pela nossa indústria cultural, eis que surge o ACARAJÉ COM PIMENTA, uma revista eletrônica destinada à análise crítica da cultura baiana através da música. Tudo o que acontece e que é produzido na terrinha (shows, eventos, artistas e afins) se transformará em objeto da nossa crítica. Aqui, opinião é o que vale, mas, com pimenta, viu?
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